É nessa mesma rede, onde tudo se vê, que anunciou-se mais uma criação humana de alto nível. Códigos, reuniões e muitas noites viradas foram úteis para que nascesse, cheio de fios, um robô que come e vai ao banheiro. Desenvolvido por cientistas britânicos, o EcoBot 3 é um tipo de máquina autossuficiente capaz de obter energia a partir de dejetos e água que encontra pelo caminho. A procura pela comida é uma atividade simples para o robô: durante um teste, ele a encontrou em diferentes localidades. Um dispositivo, com a ajuda de micróbios, é responsável por converter os resíduos orgânicos em eletricidade. Após a refeição, ele deposita o que ingeriu, em uma incrível semelhança com o homem. Por esse motivo, o EcoBot 3 é uma máquina habilitada a funcionar sete dias por semana por um período de 20 a 30 anos.
A cabeça do ser humano já provou ser um órgão pensante surpreendente. Ela conseguira transformar o EcoBot 1, que se alimentava de açúcar, no EcoBot 2, que funcionava à base de frutas e legumes podres e restos de insetos. Agora, vemos sob a forma de um corpo robótico um sistema autossustentável, perfeitamente capacitado para, um dia, ser destinado a missões de limpeza do meio ambiente, absorvendo susbtâncias tóxicas, poluição e dejetos de esgotos e de entupimentos. Tamanha grandeza de uma invenção pode parecer fantástica e fazer brilhar os olhos de muitos sonhadores. No entanto, a contradição é inevitável e a semelhança entre robô e homem vai por água abaixo, literalmente. Os mesmos cientistas criadores de máquinas andantes e comilonas são aqueles que constantemente nos alertam sobre a possível futura falta de alimento, a erosão do solo, o desmatamento, o agravamento do efeito estufa. As ameaças de um colapso ambiental apenas provam que as medidas, na verdade, não estão sendo tomadas. As ruas, espaços públicos onde há o direito de "ir e vir", tornaram-se verdadeiros depósitos de coisas que "vão e vêm" da pior maneira possível. A Mãe Terra, sempre muito justa, oferece em troco pesadas nuvens negras que farão, em questão de minutos, famílias perderem o tudo e o nada que possuem. Dentro de casas bem cobertas e seguras, televisões de grandes polegadas mostram a devastação que assolou cidades, bairros e buracos, sempre em tons graves e expressões de luto.
Notícias como essa sempre saem nas primeiras páginas. Nas segundas, no entanto, a editoria de Ciência triunfa o robô que come, faz cocô e pode ser uma alternativa para a poluição ambiental. Nos parece que a sociedade vive em um constante estado de hipnose, um sonho que deposita a confiança da salvação em um ser cheio de fios, que poderá retirar a sujeira que o homem produz e defecar resíduos que, se não fossem convertidos em energia, alguém certamente diria que adubam a terra.
Para finalizar, faço dois novos alerta: para as mulheres que desejam obter um EcoBot 3 dentro de casa, cuidar para que ele não "coma" objetos indesejados, como sapatos novos, aquela planta lindíssima, o jantar servido na mesa, o cachorro. E jogue lixo no lixo. Quem avisa amigo é.
Mas, vamos lá. Robô que come e faz cocô: tem disso também?
A cabeça do ser humano já provou ser um órgão pensante surpreendente. Ela conseguira transformar o EcoBot 1, que se alimentava de açúcar, no EcoBot 2, que funcionava à base de frutas e legumes podres e restos de insetos. Agora, vemos sob a forma de um corpo robótico um sistema autossustentável, perfeitamente capacitado para, um dia, ser destinado a missões de limpeza do meio ambiente, absorvendo susbtâncias tóxicas, poluição e dejetos de esgotos e de entupimentos. Tamanha grandeza de uma invenção pode parecer fantástica e fazer brilhar os olhos de muitos sonhadores. No entanto, a contradição é inevitável e a semelhança entre robô e homem vai por água abaixo, literalmente. Os mesmos cientistas criadores de máquinas andantes e comilonas são aqueles que constantemente nos alertam sobre a possível futura falta de alimento, a erosão do solo, o desmatamento, o agravamento do efeito estufa. As ameaças de um colapso ambiental apenas provam que as medidas, na verdade, não estão sendo tomadas. As ruas, espaços públicos onde há o direito de "ir e vir", tornaram-se verdadeiros depósitos de coisas que "vão e vêm" da pior maneira possível. A Mãe Terra, sempre muito justa, oferece em troco pesadas nuvens negras que farão, em questão de minutos, famílias perderem o tudo e o nada que possuem. Dentro de casas bem cobertas e seguras, televisões de grandes polegadas mostram a devastação que assolou cidades, bairros e buracos, sempre em tons graves e expressões de luto.
Notícias como essa sempre saem nas primeiras páginas. Nas segundas, no entanto, a editoria de Ciência triunfa o robô que come, faz cocô e pode ser uma alternativa para a poluição ambiental. Nos parece que a sociedade vive em um constante estado de hipnose, um sonho que deposita a confiança da salvação em um ser cheio de fios, que poderá retirar a sujeira que o homem produz e defecar resíduos que, se não fossem convertidos em energia, alguém certamente diria que adubam a terra.
Para finalizar, faço dois novos alerta: para as mulheres que desejam obter um EcoBot 3 dentro de casa, cuidar para que ele não "coma" objetos indesejados, como sapatos novos, aquela planta lindíssima, o jantar servido na mesa, o cachorro. E jogue lixo no lixo. Quem avisa amigo é.
Mas, vamos lá. Robô que come e faz cocô: tem disso também?

a pergunta que não uqer calar: e quem vai limpar a sujeira do robô?
ResponderExcluirGosto do seu estilo literário, sou sua fanzoca! Maria Amélia Bessa
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